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Profissional liberal x Autônomo x Microempreendedor.

Você sabe a diferença?


O profissional liberal é aquele trabalhador que possui alguma formação técnica ou universitária que lhe permite executar suas atividades de forma independente. Entre esses profissionais estão os advogados, atores, corretores de imóveis, fisioterapeutas, médicos, nutricionistas, professores, psicólogos, músicos, entre muitos outros.

É comum a confusão entre Profissional liberal e autônomo, uma vez que ambas categorias tem liberdade para executar suas atividades, podendo ser colaborador de uma empresa ou trabalhar por conta própria. O que diferencia os dois profissionais é o fato de o autônomo não necessitar de uma formação técnica ou superior, como comerciantes, pintores, gesseiros, cuidador de pets, babá, blogueiro, etc.

E o Microempreendedor? Tanto um profissional liberal quanto um autônomo podem se tornar microempreendedores quando a condição legal passa a ser de empresa, ou seja, passam de uma atividade de pessoa física para jurídica (tem CNPJ).


Vantagens

O primeiro pensamento que tende a vir na mente de quem nunca trabalhou de forma independente é a insegurança: não assumir um vínculo empregatício com empresa não permite certas condições vistas como “privilégios” (remuneração mensal garantida, 13º salário, férias remuneradas, FGTS, horas extras, vale-refeição e assim por diante). Mas existem muitas vantagens nesse tipo de atuação profissional. Confira abaixo algumas vantagens e veja se já pensou em alguma delas.

Flexibilidade. O mais comum é que quem trabalha sem vínculo empregatício consiga definir seu próprio horário e em alguns casos até seu próprio local de trabalho. Essa condição permite mais flexibilidade também em assuntos da vida pessoal como praticar exercícios físicos fora dos horários de pico em academias ou espaços públicos e se permitir algum hobby durante a semana. Conciliar a vida profissional e a pessoal pode ser mais fácil se você comanda sua agenda.

Várias fontes de rendimento. O trabalhador celetista geralmente tem como única ou principal fonte de renda a remuneração recebida pelo seu empregador. Se essa fonte é extinta por qualquer motivo, a instabilidade financeira é imediatamente instalada. O trabalhador independente (profissional liberal, autônomo ou microempreendedor) costuma dispor de várias fontes de rendimento (vários clientes) e isso aliado à flexibilidade da sua condição, em alguns casos consegue ainda exercer mais de uma profissão, potencializando seu faturamento. Se houver incerteza de uma fonte de renda, ele pode contar com outra, minimizando a situação temporária.

O céu é o limite. Se o profissional com vínculo empregatício sempre depende de um terceiro para exercer suas atividades, o independente não está sujeito às vagas disponíveis no mercado de trabalho. Mantendo-se conectado com inovações e procurando se aperfeiçoar constantemente (como qualquer tipo de trabalhador necessita), ele mesmo cria suas próprias oportunidades e pode atrair exatamente os clientes que deseja atender.

Networking. Uma maneira incrível de crescimento pessoal e profissional é a conexão com outras pessoas. Um trabalhador que precisa seguir regras rígidas de horário e local de atuação fica limitado a esse tipo de conexão. Imagine que um amigo apresente você para um empresário, com uma história incrível de sucesso, e ele te convide para conhecer a empresa dele numa terça-feira às 15h. Se você for um profissional celetista, é bem provável que haja alguma dificuldade para ser “liberado(a)” para essa experiência.

Vantagens e desvantagens sempre existirão em qualquer tipo de atuação profissional. Mas se você nos últimos tempos só tem procurando uma recolocação com carteira assinada, tem vontade de empreender, mas tem receio da insegurança financeira ou nunca havia pensado a respeito, reflita! Uma parcela enorme da população brasileira trabalha sem vínculo empregatício e vive muito bem, obrigada! São realizados profissionalmente e ajudam a economia a girar. Coragem ;)


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